segunda-feira, 20 de setembro de 2010

9 meses fora da barriga

Nem acredito quando olho Rudá e lembro que há 9 meses ele estava dentro de mim. Agora está engatinhando tudo, ficando de pé, falando que só (mas na língua dele), e com o primeiro dentinho despontando. Só posso dizer que tudo vale a pena!

domingo, 19 de setembro de 2010

Meu parto

Relato de parto do Rudá (parto domiciliar na piscina)

Às duas e meia da manhã do dia 30 acordei com vontade de ir ao banheiro. Percebi que a calcinha estava rajada de sangue e que saiu mais água que não era xixi. Foi aí que a ficha começou a cair. Abri a porta do banheiro e Filipe me perguntou:
 - Começou? e respondi: - sim!
Ele voltou a dormir. Bem, eu já estava tão empolgada que foi difícil controlar os ânimos.
A primeira pessoa para quem liguei foi para a minha doula, a doce Kelly Brasil. Ela atendeu super bem humorada dizendo assim:
- Parabéns, Dani, Rudá vai nascer hoje! Volte para cama e procure dormir, pois você precisará de muita disposição mais na frente.
Fiquei rolando na cama, sem conseguir pregar o olho. Aqui e acolá vinha uma contraçãozinha besta. Ligamos para nosso amigo Zé Ivo que filmaria o parto, pois nem os equipamentos estavam em casa. Ele avisou que chegaria às cinco e meia da manhã. Às quatro horas me levantei definitivamente e fui tomar meu café-da-manhã. e haja a comer pão, queijo, suco e tudo o que eu tinha direito. Logo em seguida tomei um banho e continuei a esperar. Ivo chegou com a filmadora e ficamos os três na sala conversando miolo de pote, como diz o povo daqui do Ceará. Eu estava super tranquila. As contrações eram super fraquinhas. liguei para a Semírames, enfermeira obstetra e doula, às sete da manhã, quando as contrações começaram a mudar um pouco mais. Parecia que meu corpo estava descrito num manual de parto, pois tudo que tinha no livro acontecia tal e qual. Semírames também me parabenizou e sugeriu que eu fosse caminhar na praia. Em seguida do telefonema, fiquei com muita vontade de ir ao banheiro. Foi uma verdadeira lavagem intestinal. A partir daí não sai mais do meu quarto. Andava de um lado para o outro. Coloquei musiquinhas relaxantes, tentava vocalizar, enfim, curtí este período sozinha. Quis ser bicho em solidão com meu bebê que estava por vir. Em intervalos ia ao banheiro, sentia contração e voltava a andar. Filipe, pacientemente, entrava as vezes no quarto pra perguntar se estava tudo bem e se eu queria alguma coisa. Lhe dizia que estava bem e que queria continuar só. Às nove horas da manhã ligou a obstetra, dra. Bárbara, perguntando como eu estava. Tudo bem, disse eu, voltando a sentir e marcar as contrações. Engraçado que a bolsa não estourou toda de uma vez e isso fazia com que eu molhasse a calcinha e a trocasse de instante em instante. As contrações começavam a se intensificar e eu sentia que estava cada vez mais perto. Minha mãe parece que sentiu isso e me ligou. Pedi para que ela viesse, pois achei que estava na hora de trazer as pessoas para junto de mim para os momentos mais fortes do trabalho de parto. Em seguida vieram Kelly e Semírames. Elas fizeram massagem, fiquei na bola, vocalizei, tomei banho, andei muito. Fiz apenas um exame de toque e estava com três centímetros de dilatação.

Elas levaram a banqueta. Santa banqueta para quem quer fazer força! Ajuda muito!!! Semirames ficou surpresa quando eu já estava sentada na banqueta me espremendo! Pedi para que enchessem a piscina. A partir daí já não reparei mais na hora e perdi a noção do tempo. As contrações se intensificavam, as pessoas cochichavam para não me perturbar e eu estava super concentrada nas minhas sensações. Quando a piscina foi liberada para que eu pudesse entrar senti um alívio. Até então não sabia ao certo onde eu ia escolher parir, embora tivesse o sonho de parir na água. E assim foi. Por três vezes meu bebê coroou e voltou, pois estava com uma circular no pescoço. Dra. bárbara chegou quando meu trabalho de parto estava bem avançado. Até que veio uma contração bem forte, diferente de todas as outras que me fez saber que era nessa que meu bebê nasceria. Às duas e quinze da tarde do dia 30 de novembro de 2009, nasceu Rudá, meu peixinho! Nasceu e veio direto para o meu colo. Chorou que só. A coisa mais linda do mundo. Uma sensação indescritível. Sinto o cheirinho dele até hoje. Depois de um tempo ele parou de chorar e com os olhos bem abertos e curiosos começou a olhar tudo ao redor. Filipe e eu então cantamos a canção que colocávamos para ele escutar na barriga:

..."abre a porta e a janela e vem ver o rudá nascer...eu sou um pássaro que vivo avoando, vivo avoando sem nunca mais parar. ai, ai saudade, não venha me matar..."
a liberdade desse pássaro inundou a nós dois num parto lindo!
Dra Bárbara, Kelly, Semírames, Rudá e Eu

Meu primeiro Dia das Mães

Fiquei muito comovida e alegre com a matéria que saiu no O Povo (09/5/2010)  um caderno todinho com matéria sobre parto humanizado falando de parto domiciliar (o meu), de parto natural, do trabalho das doulas, do problema das cesáreas desnecessárias...
Cada um dos links abaixo, corresponde a uma parte da matéria:

1-Normal e natural - http://opovo.uol.com.br/opovo/cienciaesaude/981067.html

2-Parto da kelly: Uma experiência transcendente - http://opovo.uol.com.br/opovo/cienciaesaude/981060.html

3-Meu parto(Dani Medeiros e Rudá): Parto como era antigamente - http://opovo.uol.com.br/opovo/cienciaesaude/981058.html

4-Cesárea X Parto Normal - http://opovo.uol.com.br/opovo/cienciaesaude/981059.html

5-Cesárea - http://opovo.uol.com.br/opovo/cienciaesaude/981055.html

6-Doulas/Ishtar Fortaleza - http://opovo.uol.com.br/opovo/cienciaesaude/981066.html

7-Doulas - http://opovo.uol.com.br/opovo/cienciaesaude/981053.html

8-Parto - http://opovo.uol.com.br/opovo/cienciaesaude/981054.html

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Slings Pé de Pano


Slings de argola Pé de Pano
Com a proposta de deixar mães e bebês mais próximos, Pé de Pano apresenta alguns slings. As argolas são feitas de alumínio, importadas dos Estados Unidos e não possuem emendas. Existem de três tamanhos de argola dependendo do tamanho dos slings (P, M e G) nas cores: verde, silver, pink, azul e vermelho.


Argolas de alumínio, sem emendas.
Cores: pink, verde, azul, vermelho e silver


Os tecidos são de algodão, confortáveis e frescos. O sling Pé de Pano possui um bolsão para poder guardar alguns objetos extremamente importantes, uma vez que carregar bebês no sling e bolsas à tira-colo não é lá tarefa das mais fáceis.

Quanto ao tamanho, a diferença entre eles é o comprimento da faixa de pano. O modelo padrão Pé de Pano é o G, que significa 2,20 m de comprimento. Porém, se as pessoas forem mais altas ou mais baixas, podem também solicitar tamanhos distintos. Vale lembrar que o sling não depende do tamanho do bebê ou da criança, e sim de quem as carregará.
Os preços variam de R$ 90,00 a R$ 120,00
Sugestões:
Para pessoas com até 1,60 m -  tamanho P
1,60 até 1,70 m - tamanho M
1,70 até 1,80 - tamanho G
acima de 1,80 - tamanho GG


Slings recém-nascidos Pé de Pano
                                                                               
São slings pequenos, peça única, sem argolas. Eles são mais fáceis de manusear, pois é só vestí-los como uma "tipóia" e encaixar o bebê. A parte estampada é acolchoada e é posicionada no ombro.
O sling recém-nascido Pé de Pano custa R$ 60,00

Para encomendas, favor enviar e-mail para : danimedeiros_4@hotmail.com

Algumas estampas para os bolsões em slings lisos de argolas:



















Slings

Conheci o sling procurando informações sobre gestação, parto e bebês na internet. Vi que os bebês ficavam agarradinhos nas mães e com isso o elo entre eles não era interrompido. Pelo contrário, o bebê fica quentinho junto ao corpo da mãe, que é a pessoa mais importante na vida dele, escuta as batidas do coração dela, as quais já escutava dentro da barriga. Dá uma sensação de acolhimento por ser similar ao ventre, onde ele passou nove meses. Além dos benefícios para o bebê, tem também as facilidades para as mães, pois, as duas mãos ficam livres e o peso do bebê distribuído nas costas, não forçando demasiado apenas um lado. Se a gente parar para pensar vai ver que as crianças eram carregadas no colo antes de existirem os carrinhos de bebê ou bebê conforto, principalmente em sociedades primitivas mais afastadas dos grandes centros, como na África e em comunidades indígenas. O sling é, portanto, uma forma de prolongar o contato físico e o carinho durante, pelo menos, o primeiro ano de vida. Usar o sling significa resgatar uma cultura de solidariedade, tolerância e cooperativismo, atitudes e sentimentos tão distantes da nossa vida moderna. Não acham?

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Meu Rudá

Aos três meses de vida ulterina
Foi o primeiro ultrasom que pudemos visualizar o Rudá. Pedimos para grvar e passamos pra todos os amigos e amigas!!!! Ele se mexia tanto... porém, ainda não conseguia sentí-lo, pois estava muito pequenino dentro de mim. Tive a verdadeira sensação aos 5 meses de gestação.

O passar do tempo

Os meses iam passando e minha vontade de devorar livros e videos de parto só aumentava. Michel Odent revolucionou nossa forma de ver o parto (meu marido e minha). Na época ainda era agrônoma (risos). Agrônoma e agroecóloga. "Era"  porque depois que Rudá nasceu, me tornei mãe de corpo, alma e ocupação. Mas ainda sou beem natureba. Como tal, procurei disciplina na alimentação vegetariana, yoga e dança do ventre para gestantes. Sabe aquela frase de fazer revolução nos pequenos atos? Como poderia admitir um parto domiciliar, na água, uma gestação tão bem equilibrada e deixar que meu filho usasse fraldas descartáveis? Naaaão mesmo! Queria a integração e tudo o mais que aproximasse minha cria e eu da Mãe Natureza. Dessa forma, fui adquirindo produtos que mais tarde viriam ser essenciais para mim, não só por causa do bebê, mas para alimentar meu desejo de repassar minhas experiências para outras mamães.